Posts filed under 'movies'

Seqüestro Termina em Tragédia

Agora mesmo, os cineastas brasileiros estão tramando mais um financimanento estatal. Oremos para que Deus nos livre de todos os malas. Todos.

Add comment 20/Outubro/2008

Carreira: Redator de Sinopses (III)

Filmes Europeus

Esse tipo de sinopse é muito mais difícil do que as que são feitas para o cinema de Hollywood porque os filmes são muito “cabeça”, entende? Mas como sou programador, tenho a tendência de procurar ver padrões em tudo e acho que consegui achar a generalização das instâncias da classe de críticas para o cinema europeu. Acompanhe a leitura com a legenda. Agora qualquer um (como eu) pode ser um baita dum crítico. Depois de pronto, fica fácil, fácil.

Legenda

  •     : 5 horas de trabalho que rendem duas linhas
  •     : 5 dias de trabalho que rendem uma vida como crítico de cinema europeu.

Sinopses

  • As Horas que Passam:Jean-Marc, intelectual idoso e solitário recorda seus anos de engajamento político revolucionário enquanto masturba-se melancolicamente num quarto de pensão. Num momento de epifania constata que “Nem na punheta produzo porra nenhuma”.
    O filme é um drama angustiante sobre como podemos perder o controle das mentiras que contamos, dos caminhos que escolhemos e, principalmente, de nossa própria vida. Jean-Marc criou uma armadilha para si. Ele era o adversário de si mesmo. De certo modo, expõe a impostura do trabalho assalariado no sistema global do capital. Apesar do mundo burguês se basear na ética da produção e do trabalho, e por conseguinte, nos ideais de carreira profissional, ele tende a negar a plena efetividade destes valores sociais. No mundo da financeirização, o ideal de emprego e de profissão tendem a serem desefetivados. Na verdade, a tragédia de Jean-Marc é a metáfora da suprema contradição do capital como sistema de metabolismo social. A sociedade burguesa exige e nega, ao mesmo tempo, a implicação pessoal com o emprego e a organização do tempo de vida a partir do tempo de trabalho. Na verdade, o drama do desemprego estrutural expõe a verdade da impostura da sociedade do trabalho.
  • Zero de Conduta: Claude e René apaixonam-se durante protestos contra alterações nas leis trabalhistas.
    O filme é um drama angustiante sobre como podemos perder o controle das mentiras que contamos, dos caminhos que escolhemos e, principalmente, de nossa própria vida. René criou uma armadilha para si. Ele era o adversário de si mesmo. De certo modo, expõe a impostura do trabalho assalariado no sistema global do capital. Apesar do mundo burguês se basear na ética da produção e do trabalho, e por conseguinte, nos ideais de carreira profissional, ele tende a negar a plena efetividade destes valores sociais. No mundo da financeirização, o ideal de emprego e de profissão tendem a serem desefetivados. Na verdade, a tragédia de René é a metáfora da suprema contradição do capital como sistema de metabolismo social. A sociedade burguesa exige e nega, ao mesmo tempo, a implicação pessoal com o emprego e a organização do tempo de vida a partir do tempo de trabalho. Na verdade, o drama do desemprego estrutural expõe a verdade da impostura da sociedade do trabalho.
  • O Tratado: Stonger, o inescrupuloso dono das Companhias da Coroa Holandesa, põe em risco o Tratado das Tordesilhas.
    O filme é um drama angustiante sobre como podemos perder o controle das mentiras que contamos, dos caminhos que escolhemos e, principalmente, de nossa própria vida. Stonger criou uma armadilha para si. Ele era o adversário de si mesmo. De certo modo, expõe a impostura do trabalho assalariado no sistema global do capital. Apesar do mundo burguês se basear na ética da produção e do trabalho, e por conseguinte, nos ideais de carreira profissional, ele tende a negar a plena efetividade destes valores sociais. No mundo da financeirização, o ideal de emprego e de profissão tendem a serem desefetivados. Na verdade, a tragédia de Stonger é a metáfora da suprema contradição do capital como sistema de metabolismo social. A sociedade burguesa exige e nega, ao mesmo tempo, a implicação pessoal com o emprego e a organização do tempo de vida a partir do tempo de trabalho. Na verdade, o drama do desemprego estrutural expõe a verdade da impostura da sociedade do trabalho.

1 comment 7/Agosto/2008

Carreira: Redator de Sinopses (II)

Filmes Americanos

Esses são os melhores filmes para escrever sobre.

  • A Cobrança: Charles Bronson persegue gangue de índios que matou sua esposa e seus filhos.
  • Fogo Mortal: Clint Eastwood procura vingança contra gangue de traficantes que assassina policiais.
  • Choque Frontal: O pacato pizzaiolo vivido por Al Pacino desvenda conspiração internacional contra o programa espacial norte americano.
  • Danos Colaterais: Paris Hilton e Lindsay Lohan são policiais disfarçadas que se infiltram no submundo do contrabando de estátuas de ouro.
  • Ensemble – Choques Colaterais da Cobrança de Fogo: Charles Bronson,  Paris Hilton,  Al Pacino, Lindsay Lohan, Clint Eastwood e Hilary Duff. O herói The Flash conta com a ajuda de policiais disfarçados de pizzaiolos para desmascarar índios contrabandistas de estátuas de ouro que seqüestraram Paris Hilton. Combates eletrizantes contra uma poderosa ameaça que se oculta nas entranhas do poder.

Add comment 6/Agosto/2008

Carreira: Redator de Sinopses (I)

Uma das profissões mais legais que deve ter por aí é daquele cara que escreve a sinopses de filmes no jornal. Resolvi fazer um exercício vocacional e voilá.

Filmes Nacionais

  • O Guarani: Baseado no romance de José de Alencar. Matheus Nachtergaele vive o índio Peri que sonha com um ménage à trois ao se apaixonar pelo irmão siamês de Dom Diogo.
  • O Doce Veneno do Escorpião: Baseado no diário de Bruna Surfistinha. Selton Mello vive líder rural ameaçado pelos construtores de uma usina.
  • O Ateneu: Baseado no romance de Raul Pompéia. Matheus Nachtergaele interpreta nordestino frágil numa unidade correcional que tem visões místicas de seu pai sem-terra e de sua mãe blogueira do iG.
  • Ao Pôr do Sol: Fotógrafo interpretado por Selton Mello é atropelado e morre em plena ditadura militar.
  • Panis Machina: Matheus Nachtergaele veste sunga apertada em plena ditadura militar.
  • Dois Céus: Selton Nachtergaele e Matheus Mello torcem pelo Botafogo em plena ditadura militar.

Depois que eu fizer uma pós-graduação em sinopsismo publicarei uma sinopses para o cinema internacional.

Add comment 5/Agosto/2008

Filme Ruim da Semana: Contraponto (Tideland)

Ainda bem que vi no DVD. Uma merda:

  • É um filme do Terry Gilliam sobre uma garotinha órfã (*) de pais viciados.
  • Ela vive numa mistura de realidade e fantasia (*).
  • Outros personagens loucos perdidos na vida (*) surgem.
  • A narrativa convida o espectador a entrar num mundo repleto de imaginação e fantasia (*).
  • O personagem central é interpretado por uma atriz mirim (*).
  • PARECE PEÇA DE TEATRO (*)(*)(*)(*)(*)(*)(*).

Legenda: (*) = sinais evidentes de filme ruim

13 comments 18/Julho/2008

Control

Coitado. Morreu cedo.

Sobre Control: Bom filme. Quando ele acaba e as luzes da sala de cinema são acesas, dá a impressão que você acordou de um sonho triste. É a mesma sensação que temos ao terminar de ouvir Closer.

Sobre Control, Ian Curtis e Legião Urbana: Cara, o Renato Russo é a cara e o jeito do Ian Curtis! O disco “Dois” da Legião Urbana se parece com tudo o que o Joy Division fez. Ou será só imaginação? (putz, ficou uma merda essa última frase. acho que depois vou tirar.)

Sobre Manchester e a Irlanda: Sempre achei que Joy Division , The Smiths, Oasis e Buzzcocks fossem bandas irlandesas. Isso me fez dizer um monte de merda sobre o rock de Manchester em mesa de bar. E ainda por cima, eu achava que todas essas bandas eram influenciadas diretamente pelo Van Morrison (esse sim, é irlandês).

Cazzo. Será que Manchester ficava na Irlanda? Mudaram a posição dos continentes? Ninguém me avisou?

2 comments 10/Julho/2008

Minesweeper: The Movie

Add comment 2/Julho/2008

Lar Adentro

Noutro dia minha irmã estava vendo Mar Adentro e isso, para não variar, me deu uma grande idéia. Vou fazer um filme sobre a preguiça chamado Lar Adentro. Tádá!

Vai mostrar um cara que não sai da cama para nada. A cama vai ser toda wi-fi pro personagem pedir DVDs e sanduíches sem fazer esforço. Ele não vai nem precisar levantar os braços.

O legal é que só vou precisar editar o filme do Amenábar para trocar uns diálogos e tals. As cenas já estão mais ou menos prontas. No final, o personagem vai pedir para os amigos matarem-no já que ele próprio não será capaz de fazê-lo de tanta preguiça.

Abaixo, temos uma cena em que Javier Barden cutuca o touchscreen de seu palm (o maior handheld do mundo) para pedir um Big Mac pelo delivery.

Javier Barden pedindo um Big Mac

Só falta a Petrobrás pagar para ver.

Add comment 20/Maio/2008


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