Archive for Agosto, 2008
Em 1974, Mando o Presente Histórico Tomar no Meio do Cú
Faço um apelo para que os estudantes de jornalismo parem com essa porra dessa mania de usar o presente histórico:
- Em 1492, Colombo descobre a América.
- Em 2005, o Brasil torna-se mais corrupto.
É ridículo.
Add comment 28/Agosto/2008
Carreira: Redator de Sinopses (III)
Filmes Europeus
Esse tipo de sinopse é muito mais difícil do que as que são feitas para o cinema de Hollywood porque os filmes são muito “cabeça”, entende? Mas como sou programador, tenho a tendência de procurar ver padrões em tudo e acho que consegui achar a generalização das instâncias da classe de críticas para o cinema europeu. Acompanhe a leitura com a legenda. Agora qualquer um (como eu) pode ser um baita dum crítico. Depois de pronto, fica fácil, fácil.
Legenda
- : 5 horas de trabalho que rendem duas linhas
- : 5 dias de trabalho que rendem uma vida como crítico de cinema europeu.
Sinopses
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As Horas que Passam:Jean-Marc, intelectual idoso e solitário recorda seus anos de engajamento político revolucionário enquanto masturba-se melancolicamente num quarto de pensão. Num momento de epifania constata que “Nem na punheta produzo porra nenhuma”.O filme é um drama angustiante sobre como podemos perder o controle das mentiras que contamos, dos caminhos que escolhemos e, principalmente, de nossa própria vida. Jean-Marc criou uma armadilha para si. Ele era o adversário de si mesmo. De certo modo, expõe a impostura do trabalho assalariado no sistema global do capital. Apesar do mundo burguês se basear na ética da produção e do trabalho, e por conseguinte, nos ideais de carreira profissional, ele tende a negar a plena efetividade destes valores sociais. No mundo da financeirização, o ideal de emprego e de profissão tendem a serem desefetivados. Na verdade, a tragédia de Jean-Marc é a metáfora da suprema contradição do capital como sistema de metabolismo social. A sociedade burguesa exige e nega, ao mesmo tempo, a implicação pessoal com o emprego e a organização do tempo de vida a partir do tempo de trabalho. Na verdade, o drama do desemprego estrutural expõe a verdade da impostura da sociedade do trabalho.
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Zero de Conduta: Claude e René apaixonam-se durante protestos contra alterações nas leis trabalhistas.O filme é um drama angustiante sobre como podemos perder o controle das mentiras que contamos, dos caminhos que escolhemos e, principalmente, de nossa própria vida. René criou uma armadilha para si. Ele era o adversário de si mesmo. De certo modo, expõe a impostura do trabalho assalariado no sistema global do capital. Apesar do mundo burguês se basear na ética da produção e do trabalho, e por conseguinte, nos ideais de carreira profissional, ele tende a negar a plena efetividade destes valores sociais. No mundo da financeirização, o ideal de emprego e de profissão tendem a serem desefetivados. Na verdade, a tragédia de René é a metáfora da suprema contradição do capital como sistema de metabolismo social. A sociedade burguesa exige e nega, ao mesmo tempo, a implicação pessoal com o emprego e a organização do tempo de vida a partir do tempo de trabalho. Na verdade, o drama do desemprego estrutural expõe a verdade da impostura da sociedade do trabalho.
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O Tratado: Stonger, o inescrupuloso dono das Companhias da Coroa Holandesa, põe em risco o Tratado das Tordesilhas.O filme é um drama angustiante sobre como podemos perder o controle das mentiras que contamos, dos caminhos que escolhemos e, principalmente, de nossa própria vida. Stonger criou uma armadilha para si. Ele era o adversário de si mesmo. De certo modo, expõe a impostura do trabalho assalariado no sistema global do capital. Apesar do mundo burguês se basear na ética da produção e do trabalho, e por conseguinte, nos ideais de carreira profissional, ele tende a negar a plena efetividade destes valores sociais. No mundo da financeirização, o ideal de emprego e de profissão tendem a serem desefetivados. Na verdade, a tragédia de Stonger é a metáfora da suprema contradição do capital como sistema de metabolismo social. A sociedade burguesa exige e nega, ao mesmo tempo, a implicação pessoal com o emprego e a organização do tempo de vida a partir do tempo de trabalho. Na verdade, o drama do desemprego estrutural expõe a verdade da impostura da sociedade do trabalho.
1 comment 7/Agosto/2008
Carreira: Redator de Sinopses (II)
Filmes Americanos
Esses são os melhores filmes para escrever sobre.
- A Cobrança: Charles Bronson persegue gangue de índios que matou sua esposa e seus filhos.
- Fogo Mortal: Clint Eastwood procura vingança contra gangue de traficantes que assassina policiais.
- Choque Frontal: O pacato pizzaiolo vivido por Al Pacino desvenda conspiração internacional contra o programa espacial norte americano.
- Danos Colaterais: Paris Hilton e Lindsay Lohan são policiais disfarçadas que se infiltram no submundo do contrabando de estátuas de ouro.
- Ensemble – Choques Colaterais da Cobrança de Fogo: Charles Bronson, Paris Hilton, Al Pacino, Lindsay Lohan, Clint Eastwood e Hilary Duff. O herói The Flash conta com a ajuda de policiais disfarçados de pizzaiolos para desmascarar índios contrabandistas de estátuas de ouro que seqüestraram Paris Hilton. Combates eletrizantes contra uma poderosa ameaça que se oculta nas entranhas do poder.

Add comment 6/Agosto/2008
Carreira: Redator de Sinopses (I)
Uma das profissões mais legais que deve ter por aí é daquele cara que escreve a sinopses de filmes no jornal. Resolvi fazer um exercício vocacional e voilá.
Filmes Nacionais
- O Guarani: Baseado no romance de José de Alencar. Matheus Nachtergaele vive o índio Peri que sonha com um ménage à trois ao se apaixonar pelo irmão siamês de Dom Diogo.
- O Doce Veneno do Escorpião: Baseado no diário de Bruna Surfistinha. Selton Mello vive líder rural ameaçado pelos construtores de uma usina.
- O Ateneu: Baseado no romance de Raul Pompéia. Matheus Nachtergaele interpreta nordestino frágil numa unidade correcional que tem visões místicas de seu pai sem-terra e de sua mãe blogueira do iG.
- Ao Pôr do Sol: Fotógrafo interpretado por Selton Mello é atropelado e morre em plena ditadura militar.
- Panis Machina: Matheus Nachtergaele veste sunga apertada em plena ditadura militar.
- Dois Céus: Selton Nachtergaele e Matheus Mello torcem pelo Botafogo em plena ditadura militar.
Depois que eu fizer uma pós-graduação em sinopsismo publicarei uma sinopses para o cinema internacional.
Add comment 5/Agosto/2008